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domingo, 7 de julho de 2019

Colares ornados de verdes mares


(Mimo á cunhada Cida Colares Mendes)



-“Colares” há, aos montes:
Uns extravagantes, pois brilhantes á beça
Outros opacos ou assaz transparentes
Até os de neon absolutamente reluzentes!

-Mas “Colares” verdes...verdes pra valer,
Que nem os mares de minha terra distante
(Fortaleza Ceará Brasil)
Só os ornados com os verdes olhos da Cida...
Que além de limpidamente verdes, a olhos vistos,
Assaz sedutores e sobremaneira envolventes...
Que bem o diga meu irmão Carlinho.
(Carlos Mendes na verdade!)
Pois logo ao espiá-los frente a frente outrora
Apaixonou-se profundamente por sua Cida
E sem hesitar mergulhou em seus verdes
Olhos encantadores bem como em seu coração
(amoroso e valente)
Sem a menor pretensão de lá emergir nem hoje
Nem amanhã nem tampouco, jamais!

RELMendes – 22/01/2013



segunda-feira, 24 de junho de 2019

Quem caminha chega ao infinito



-Caminho sempre rumo ao infinito.
Qual nau a singrar em mar revolto.
D’outra forma pouco me apraz deveras
Viver senão a caminhar sem parar.
Caminheiro o sou desde que por gente
 Entendo-me.Caminhar (des)aquieta-me.
Faz-me ir em busca do aonde haja amor
Pra gente se esbaldar de felicidade.

-Caminho sempre rumo ao infinito
Pois a mim me parece ser isto
O único sentido do meu caminhar
(Por essas plagas tão distantes)
Vez que estou sempre mente alhures
Quiçá lá aonde eu possa ser eu mesmo
E meu coração sempre tão atribulado
Qual nau a singrar em mar revolto
Possa por fim atracar e amainar-se
Em seu quiçá tão pertinente ansioso buscar
Daquele  aonde se esbaldará de amor (á beça)
Sem jamais se apoquentar novamente...
Com a insuportável  solidão impertinente
A perturbá-lo constantemente sem cessar.

RELMendes – 23/06/2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

O que direi eu do tempo?


-Há quem já afirmou e ainda  afirma
 (com uma convicção absurda)
Que o tempo tudo apaga.
(Como se fora o tempo uma flanela rota...
De limpar a opacidez  d’alma, magoada.)
Ledo engano! Eu pessoalmente discordo.
Pra mim ele, o tempo, nada apaga
Na lousa da memória. Olha só este dado.
Se não me engano  a grande “Lispecto”
Já dissera com muita propriedade:
- O tempo não apaga nada...
Nós é que fingimos ter esquecido.
Isto é o que penso!  Pois, vez por outra,
O vendaval inesperado das lembranças
Conduz-me ao meu pretérito...ou ao outrora,
E por lá me defronto com tudo por mim  já vivido.

-O quê faço eu então? Simplesmente, sem hesitar,
Me arranco das bocas, depressinha, á beça,
Mas trago comigo tudo, tudinho mesmo, que
Por ventura, me tenha acariciado a alma por lá.

-Entretanto, deixo por lá, no outrora, tudo que...
Por desventura, abalroou-me,sem pena, nem dó,
(tampouco)
Como minhas tantas traquinices que ousei pensar
Em fazê-las,e as fiz, aos montes, lá no percurso do
Meu outrora assaz irrequieto.

RELMendes – 13/06/2019


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Sem papas na língua 4


Sorrindo por quê?
Se hoje em dia o indesejável espectro do mal está bafejando
Com uma truculência jamais vista, senão nos céus chilenos.
(Onde 88%  dos idosos,com o sistema de capitalização, 
estão percebendo  abaixo do salário mínimo, e 44%, dos aposentados
Chilenos,estão abaixo da linha da pobreza. E porquanto...
suicidando-se por conta da fome e do abandono total)
Porém, cá em nosso céu azul, e esperançado,sem hesitar,
Espantemos  com bravura, a olhos vistos, a qualquer preço...
Essa tal propositura de desmonte do INSS do CHUCHUCO...
- Paulo Guedes , o pau mandado dos banqueiros e d’outros
Carcarás, gananciosos, exploradores da miséria humana -
Lá pra tonga da miroga do caburetê onde o bafo fétido
das idéias econômicas neoliberais do escroto do CHUCHUCA
Devam  se instalar  e infernizar o capeta até o Juizo Final.

-Mas como espantaremos lá pra casa do capeta esse tal espectro
- CHUCHUCA - do bafo fedorento que quer abduzir nossos
Direitos Previdenciários obtidos a duras e históricas penas?

-Ora! Para combatermos o tal espectro do mal – Paulo Guedes,
Sinistro da Economia, sua corja e seu insuportável bafo...
Bafo de bufa de jaratataca que quer, de qualquer jeito, abduzir
Nossos “Direitos Previdenciários”, adquiridos a duras penas, e
Lança-nos na miséria absoluta – vamos ás ruas, aos montes,
Sem desanimar jamais; exijamos com firmeza que nossos ditos deputados votem contra essa infame Reforma da Previdência; refutemos juntos, em alto e bom som, pelas ruas e mídias diversas,
os abomináveis cortes de verbas da Educação Pública e
das Pesquisas Cientificas de nossas Universidades e Institutos Federais... impostas por outro Sinistro neurastênico , feito pelo Bolso,
o cara da Educação brasileira, sem nadica de educação entender, apesar de dar umas aulinhas  numa conceituada Universidade em Sampa... segundo ele afirma. Pois depois do falso mestrado da esparoladíssima, Sinistra DAMARES, goiabeira, euzinho mesmo
já não acredito em nem um deles, nem que a vaca tussa.
E  tantos outros incontáveis bafos fedorentos desse esdrúxulo governo do abominável  mito apocalíptico, cognominado simplesmente...
- Bolso, o bocó. Ou melhor. O apedeuta confesso, em economia.
E apedeuta não assumido, em ecologia ...em meio ambiente,em educação escolar, em relações internacionais sempre bilaterais,
em respeito a direitos humanos reconhecidos internacionalmente ,
em filosofia, e tudo mais enfim.
“Êta que quà!” Ou putzgrila!

RELMendes – 07/05/2019


terça-feira, 4 de junho de 2019

Sem papas na língua



-Estou longínquo ou, quiçá,longevo?
Sim, longevo, certamente! Na varanda da vida.
Repleto de nada, ou coisa alguma!
Pois, com raras exceções, alguém auscuta
Ou se apercebe das agruras de um antigo.
Somos para alguns, qual tralhas amontoadas
No caritó das patacoadas  malqueridas.

-Se estou longevo ou, quiçá, velho mesmo...
Não posso ser eu apenas uma saudade, no presente,
Nem tampouco, no futuro, prolixo e insondável?
Ou resta-me apenas ser eu uma saudade imensa
Da juventude vez que nela eu sonhava alhures...
E perambulava sem bengalas, de quaisquer tipos,
Em busca de sonhos ou, quiçá, até de utopias,
Desde que fossem, tão somente, minhas?
Mas, tão somente, só minhas... Quão o é o ar que respiro!
Mas tão, unicamente, só minhas, que somente eu possa
Partilha-las, as útopias, com outros alguéns  que, por ventura...
Se dispuserem a se utopizar comigo por ai, ao léu!

RELMendes – 29/05/2019




quinta-feira, 4 de abril de 2019

Raposas da República ainda regougam entre nós


(Como se fora felinos a ronronarem pra nos assustar)



-Por aqui, ali, e bem lá acolá
Sobejamente vociferam inquietos
Contra quem clama por justiça.
( Ah, e como vociferam!)
-Atacam sem complacência
Como se fora hienas famintas
Aos que pelejam por partilha.
- Têm? Os outros que se danem!
-Verbalizam seus verbos soberbos
Como se fora os únicos donos
Da verdade. E verdades chulas.
Fundamentalistas, achacadiços.
São borras tintas a achincalharem
As paisagens da liberdade...
Que quer ser degustada por todos.
Mas a impedem de fluir pra todos.
Como se a pudessem engaiolar...
Êta que quá!

RELMendes – 02/03/2019

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Ninguém está terminado


-Ainda não estou terminado
Isto é certo pra mim!
A cada dia teço-me um pouquinho
Isto também é certo!

-Um dia cá eu burilo-me o tosco que sou
Tentando a todo custo escrever alguns versinhos...
-Outro dia lá eu engatinho-me em gentilezas á beça
Pra ser mais gentil e/ou estar construindo-me como
Um ser um pouquinho mais humano. Ah quem dera!
Isto também é certo!

-Óh! Como se pode ver a olhos vistos
Sempre estou construindo-me a cada dia.
Sempre reconstruindo-me a cada momento.
Porque tenho por certo cá dentro de mim:
- Ainda não estou terminado.
Isto é certo pra mim!

RELMendes -07/01-2019