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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Viajar constantemente mais além, pra quê enfim?


Às vezes nós/ poetinhas/ queremos ir mais Além,
Mas muito mais além / mesmo/ de onde/ ao entardecer/
O crepúsculo sempre boceja nos braços do poente carmin
A fim de se saborear a Inspiração tão anelada / por nós/
Que quiçá só se esconda / tão-somente/
No detrás do inquieto imo de nós mesmos...
Vates famintos de Belo!...

Ora! Se é assim pra quê então buscarmos/ tão ávidos/
Fora de nós/ vates tresloucados/ essa Inspiração ensandecente
Que tão despudoradamente anelamos nós a todo instante?

Ora!... Ora!,,, Ora!... Assim penso eu cá com meus botões:
Por pura impertinência nossa/ tão-somente/
De poetinhas devaneadores incorrigíveis
 / quiçá aparentemente desocupados, mas sempre sabedores
com que rapidez a Vida se esvai sem mais delongas/
Que estamos sempre procurando algo de novo /ou quase novo/
Para tecermos encantadores versos, poesias e poemas/ tantos!



RELMendes 17/05/2017

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Enquanto a Vida ainda acontece


No voltear estonteante da saia godê da noite
- Bordada de estrelinhas lampejantes
E alumiada de clarão de luar prateado -
Debrucei-me...  Displicentemente!
E dei-me aos sonhos às ilusões despudoradamente
Sem me aporrinhar jamais com o que dirão de mim
Os impertinentes nem os maldizentes
Nem tampouco os hóspedes da vida alheia
Vez que nem se apercebem sequer
Ser eu, ainda que longevo, um brincalhão
Que ama imergir no breu da noite vadia
Para alumiar meus sonhos e ilusões tantas
Com brilho das estrelas e argentá-los
Ao clarão do luar que clareia a noite dos enamorados
Em tempos de lua cheia a lampejar sem avarezas.

Ah! E a quem interessar possa, assim o farei, sempre, sim!
Enquanto o espetáculo da Vida, em mim,
Ainda aconteça... Radiante!

RELMendes 16/05/2017


Os ventos sopram-me saudades...


-Ah! Quanta vez na madruga...
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos bogarims
Que perfumavam as ruas
Da minha infância...
Tão cheia de detalhes!
-Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos cheirinhos
Que minha mãe dava
Em meu cangote...
Quando eu a aporrinhava
Com meus calundus
De criança mimada...

-Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades dos meus passeios
De bicicleta...ao entardecer,
Pra conversar com os passarinhos
Vez que meu pai não nos permitia
Tê-los engaiolados em casa...
Para ele os passarinhos nasceram
Pra voar a céu aberto sem fim...

-Ah! Quanta vez na madrugada
A chamar-me...os ventos
Assoviam-me n’alma:
-Saudades de tantas outras coisas
Que  não sei bem o quê...
Quiçá,já as tenha por esquecidas,
E nem os seus porquês...
Eu bem os sei tampouco
Mas ah pretendo sabê-los
O mais rápido possível...
Porquanto, inundam-me a alma alheia
Ah, Se pretendo!
E...bem antes de eu partir
Lá pras bandas do céu... Viu?

Porque...comigo, ah, só levarei...
Sem choramingas alguma
Aromas suaves do que não esqueci
Lá do meu pretérito de criança:
-Quiçá, saudades de mim mesmo...
Quando me derramava...menino bagunceiro,
Pelos quintais floridos da infância...
-Quiçá, saudades do que em mim eu não fui...
Porque enfim eu desejara...tanto, mas tanto, mesmo:
Ser ah como um bem-te-vi laranjeira a anunciar
Em meu terreiro, alvoreceres eternos...
Como diz Manoel de Barros:
- “E isso explica o resto.”

Montes Claros (MG), 21/05/2016

RELMendes)

sábado, 20 de maio de 2017

O encantamento, nesse caso, só virá à noite



Já fui um aldeamento de mágoas
Que feriam-me de amarguras sem fim
Hoje sou um canteiro de alegrias a florir
Em meio a dores de ausências banais
Ou a angustias de esperas infindas
Por um amor em chegada que só virá
Quando o crepúsculo cochilar no altar da noite
Que sorrateira trará pra mim, o meu Amor,
Ao brilhar da primeira estrela no breu do firmamento
Que se rasgará em sorrisos enluarados
Pra nos enfeitar /a mim e a meu Amor/
De rabiscos de luares prateados enfim!


RELMendes 18/05/2017

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Mães são flores disfarçadas de gente



Onde semeei as Esperanças
Elas desabrocharam em Flores
As flores encantaram-se em Mulheres
Margaridas... Rosas... Camélias...
As mulheres se fizeram Mães amadas
Arvorecendo-se em nós seus filhos amados
Amá-las então, para nós, seus bem-quereres
É pura satisfação e encantamento
Feito versos...


RELMendes 09/05/2017

sábado, 13 de maio de 2017

Mãe amada, não chores, vou dar-lhes o recado, viu?



Reparem bem no que lhes direi agora mesmo
Óh filhos e filhas amados da Mãe amada
Não se esqueçam de sua Mãe... Jamais!
Nem hoje... Nem amanhã... Nem nunca!
Quer seja, ou fora ela, uma santa ou meretriz dissimulada
Então, por conta disto ou daquilo, não me venham
Com descabidas desculpas...esfarrapadas, viu?!
Pois Ela, a minha, a tua, a nossa Mãe, enfim
Foi quem generosamente nos concedeu:
- A “vida”...que,nesse agora, vivemos intensamente!
- O “primeiro acalanto” que recebemos, ah, foi no seu útero
Aconchegante!
- O “primeiro alimento”, ah, sugamo-lo, famintos,
De suas benditas tetas a esguichá-lo por amor
Abundantemente!
E um tantão de outras proezas maternas
De uma ternura verdadeiramente tão simples
Que, nesse agora, eu não as pretendo elencar
Pois não estou afim de que alguém desfaleça
De encantamentos... Ora!

RELMendes 10/07/2017


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Aconchegos de Inverno



Quero percorrer Invernos
Pra aquiecer-me contigo
Bem entrelaçadinhos, um ao outro,
À beira de uma lareira em brasa
Degustando taças de vinho
A trocar prolongados beijos
Apaixonados e ensandecidos
Sem pundonores nenhum


RELMendes 25/04/2017