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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Há coisas que inebriam-me á beça


-Oh! Quão bom é se contemplar o carinho
Que esplende num encontro de gerações:
- A troca de gestos de gentileza e acolhimento
Entre aquele que inicia a travessia
Com quem de há muito a iniciou...
É puro encantamento!

-Oh! Quão bom é se vislumbrar a ternura
Que se derrama em troca de olhares
De sorrisos de cumplicidade e de delicadezas:
- Entre aquele que inicia a travessia
Com quem de há muito a iniciou...
É puro encantamento!

RELMendes – 18/07/2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

Em quem pus minha esperança?


Ah!Minha esperança eu a depositei
Naquele que nada tem a esconder...
Nem sequer Seu Coração: – “Jesus”!

RELMendes – 14/06/2018

domingo, 10 de junho de 2018

Tchau tchau melancolia




Quando se sente saudades
De quem fomos/ na infância/
A gente logo se remete/ ao pretérito/
Ou se transmuda/imediatamente:
Em poetinhas/ abilolados/
Em passarinhos/serelepes/
Em florzinhas/graciosas/
Em borboletinhas/ buliçosas/
Ou simplesmente/ em criancinhas
Encantadoras que/ por lá no pretérito/
Um dia a gente as foi... plenamente/
Não há como negar isto!

-E aí então/quem sabe essa melancolia/teimosa/
Não bata asas/ aligeiradamente/ e vá pousar
N’outro lugar/ bem alhures...de nós e
De nossas tantas recordações d’outrora!

RELMendes – 08/06/2018


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Vem!


-Teus cabelos são,para mim, mechas de mel.
Ah! Quero brelhar-me plenamente, por elas à noite inteira!
Teus olhos, azuis ou verdes, me fascinam
Ah! Anelo que lampejem-me a mim e a meus olhos,
;Sem cessar jamais! .
Teu corpo franzino repousa no meu regaço.
(e o meu no teu!)
Ah! Almejo, imensamente, que eles se rocem
E se enrosquem à vida inteira!
Tua ausência é sombra de tristeza.
Assaz angustiante a mim, teu apaixonado amante
Que por ti,queda-se aqui, de amores!

-Então... vem depressa,sem hesita jamais!
Para que sintamos juntos, um ao outro:
- O beijo molhado da madrugada, conivente conosco,
- O último piscar de nossa estrela, curiosa à beça,
- O calor do primeiro raio do sol,a brilhar,desavergonhado,
Em nossa alcova, totalmente, desarrumada
Pelos nossos luxuriosos desvarios de amor intenso, às nuvens!

-E, por fim, ledos...de amores dados,compartilhados
E degustados, sem restrições algumas sequer,
Desfrutemos, plenamente,então, o derradeiro suspiro
De nossos corpos satisfeitos, por instantes!

São Paulo (SP), 22 de março de 1984
RELMendes

Dedos que tocam-nos a alma Mimo à amável Raquel Crusoé Loures


-Ó/ que posso eu perguntar-me  agora/ senão:
- Donde será mesmo que nos vêm/ neste então/
Estes sons tão maviosos/que ao ouvi-los/
Aos ares espalhados/ tanto acalantam-nos
Às almas ávidas/ de alumbrarem-se/mesmo sol a pino /
Até/quiçá/ às nuvens passeadoras/ a brincarem/sem cessar/
Nos altos ares celestes?

-Ora/ saber/ bem o sei eu de onde eles vêm /aos flocos:
- Simplesmente de um piano/ qualquer piano a tocar melodias!
Mas/há/ esses -  sons - que/vez por outra/ os  auscutamos/
Enternecidos/cá pelas bandas daqui /desse Sertão amado/  
Só se exalam de um piano/ ou de qualquer piano/aos ares/
Quando  ele/esse piano/ é/ hábil e prazerosamente/dedilhado
Pelas delicadas e ágeis mãozinhas/aligeiradas em tocá-lo/
Da mais terna e bela pianista deste Sertão:
- A nossa doce Raquel Crusoé!

-Ah!Sem dúvida alguma/ não há/ nesse Sertão ou alhures/
Quem não se enterneça/profundamente/ao ouvir ou vê-la
Dedilhar com maestria as teclas/ sonoras/ de um piano/
Que/ aos toques dos dedos dela/certamente/ musicalizar-nos-á/
Sem avareza/quiçá/ a Vida inteira!

RELMendes -30/05/2018


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Quem unge a vida com ternura pode amar sem medo

Quem não souber esmigalhar suas mágoas tolas
Com os delicadíssimos afagos da ternura perdoadora
Jamais construirá um aconchegante ninho acolhedor
Pra compartilhá-lo com seu amor tão anelado
Preste a chegar a qualquer momento...
Inesperadamente!

RELMendes – 21/05/2018

segunda-feira, 21 de maio de 2018

UM SAVEIRO DE VERSOS




-Singra, singra,sereno,
O saveiro de meus versinhos,
- nas águas caudalosas das lembrança -
Impulsionado pelos ventos da esperança
E pelo meu forte desejo.de que ele não
Soçobre ao léu,por aí afira,jamais
Vez que, por mim e, quiçá,por tantos outros,
Ele, meu saveiro de versinhos, acalentadores,
Carece muito de atracar, suavemente, lá
Na vereda de meus sonhos...poéticos,
A perambularem, muito alhures daqui!

-Ah! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Percorra o trajeto de todos corações solitários
E que depois, bólido, parta sereno
Em busca de outros corações assaz carentes,
Que a vigiarem ansiosos o horizonte, sem fim,
Ávidos, o esperam pra acalentar-lhes as dores!...

-Ó! Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
Resvale aqui e ali,ou em qualquer lugar do mundo,
Pra saciar e ungir...tantos corações sedentos de saber,
Com melódicas e belas estrofes poéticas, sobretudo,
Àqueles que desejam verdadeiramente,
Por elas se besuntarem por inteiro.. .

-Por fim...peço, insistentemente, aos prantos até
Deixai pois, que o saveiro de meus versinhos
- que a velejar, serenamente, num mar de ternura -
Atraque bem de mansinho,, lá pelos campos floridos
De “Capim Dourado” do “Jalapão do Tocantins”,
Onde repousam minhas recordações...
E uma saudade sem fim!...

Montes Claros (MG), 08-08-2011
RELMendes