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sábado, 28 de março de 2020

Partir faz parte do DNA de todo ser vivente


-Todos partiremos, um dia
(mais cedo ou mais tarde)
Lá pro outro lado do caminho
O qual hora palmilhamos.
Mas apenas partiremos
Pro outro lado do caminho.
Não deixaremos de existir.
Podes crer!

-Conosco levaremos
 (para o outro lado do caminho)
Apenas o que, quiçá,
Tenhamos sido. E nada mais!
Então jamais nos façamos de cegos...
 À dor alheia.Em hipótese alguma, viu?

-Por essas bandas de cá do caminho,
(nós, os seres humanos)
0utra coisa não somos senão
Hóspedes em passagem pela vida...
Podes crer, amigo!

-A cada amanhecer.
Por aqu,i temos apenas uma única tarefa:
- A de entreter e entreter á todos, ao nosso derredor,
Com alegria,á beça; delicadezas,aos montes;
Acalantos,a cântaros; e aconchegos, sem avareza!
Ainda que se acheguem a nós mergulhados em mágoas...
E retirem dos lugares nossos bregueços de estimação. Viu?

-Porém, quiçá,como diz o místico "Rumi",os visitantes inesperados
Tais quais:- “Pensamento escuro; - a vergonha; - a malícia...e outros,
 Encontremo-los sempre à porta rindo.
Talvez porque cada um foi enviado, como um guardião do além”.
Então, recebamo-los... pacientes e amorosamente vez que eles,
(esses visitantes aborrecidos)
Podem estar, simplesmente, nos limpando
Para um prazer bem maior...
No outro lado do caminho. QUIÇÁ?

RELMendes – 12/01/2020

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Meu último versejar de outubro


Pra quem tanto versejo?
Sabe que não sei!
Quiçá apenas pra quem
Me queira bem. Quem sabe?

Pra quem tanto versejo?
Versejo quiçá pra quem
Tenha um coração ávido
De alento. Quem sabe?

Pra quem tanto versejo?
Ora quiçá pra quem como eu
Tem o peito rasgado de amor
E não tem coragem suficiente
De desnudar aos bisbilhoteiros
Tamanho sentimento! Quem sabe?

RELMendes – 31/10/2010




quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Não sou sovina não senhor

(Nem aqui nem na China!)


-Se nada ajuntei em meus mealheiros
Além senão de meus singelos versins
Os quais graciosamente eu os oferto
A quem quer que por eles se interesse
Sem nada jamais eu lhes cobrar...em troca.

-Então, ôxe, é pífia a possibilidade de eu ter  
Me contaminado com essa tal sovines
Tão chula. Né não?

-Se nada amontoei em meu embornal
Usado em minhas muitas andanças
Além senão de meus muitos sonhos :
- De partilhar o “pão-nosso” de cada dia;
- De moradia digna a todos trabalhadores;
- De esperança de liberdade perene neste país...
Sonhos estes que eu os polvilhos em versos. Ao léu.
A quem se dispuser a sonhá-los comigo.
Mas sonhá-los juntinhos  (mundo afora)
“De mãos dadas”  no dizer de Drummond...
O inigualável poeta sabedor das coisas e do
Borbulhar da vida  a fluir.

-Ôxe! Então é pífia a possibilidade de eu ter 
Me contaminado com essa tal sovines
Tão chula. Né não?

RELMendes – 21/09/2019



quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Com o que nos deparamos na envelhecência?


(Vide os maus tratos a idosos em Sta Luzia, BH/MG)



 -Salvo as raríssimas exceções... que só confirmam
Completamente...o que hora lhes direi, abertamente,
Sem papas alguma na língua ...
-Ora! Ora! Ora! Só nos deparamos...a todo momento,
Com muita maldade no detrás das falsas aparências!
-Pois, nela,na envelhecência, ah, nada mais degustamos
Senão aquelas tristes verdades debulhadas,aos montes,
Por todos os cantos e lados aonde se vivia...a ouví-las,
(Quando em casa, criança ainda se era, á época!)_
Quer em sagrados provérbios ou adágios populares
(sabedoria  colhida no desenrolar dos tempo )
Ditas e reditas pelos nossos pais, afins ou achegados
Tais como: - Olha!Te é de mais valia a tua vizinhança
Que, de pronto, de alguma fora ou  maneira...
Te socorre...sempre,em uma inesperada agrura,
Que teus aparentados que só aparecem ao teu deredor
Quando por algum motivo de ti carecem!
- Escuta!Te é de mais valia um amigo que te socorre...
Sem que necessário seja... tu te humilhares,
Quando de agruras até ás tampas estiveres...
Que um irmão que pouco se dá ao soar de tuas
Lamúrias ou prantos de agruras, quiçá, tão
Facilmente  solucionáveis...
- Olha você aqui, pois assim diz o Senhor :
“Maldito seja o homem que confia noutro homem”...
- Atenta-te bem, pois, a teus filhos/as, se tu o sabes
Que  eles desconhecem totalmente, a única promessa
(bíblica) de “Deus” em ralação a como tratar os pais
Quer no percurso de sua vitalidade ou na velhice:
- “Honra teu pai e tua mãe e “Eu” dar-te-ei prosperidade
e longevidade...”
Saibas tu também, que, porquanto tal desconhecimento...
Quiçá, eles te abandonarão ao desalento amanhã viu?!

-Com o que nos deparamos na envelhecência?
(Vide os maus tratos a idosos em Sta Luzia, BH/MG)


-Salvo as raríssimas exceções... que só confirmam
Completamente...o que hora lhes direi, abertamente,
Sem papas alguma na língua ...
-Ora! Ora! Ora! Só nos deparamos...a todo momento,
Com muita maldade no detrás das falsas aparências!
-Pois o que na realidade vemos e vivemos...nesse agora,
No detrás das falsas aparências midiáticas do glamour
Da bondade assaz discutível de todos os aparentados para
C om seus mais envelhecidos...
É apenas uma desfaçatez da safadeza pra esconderem
Além da malquerença e despreso, o total abandono a que
Os submetem...sem a menor compaixão!
Quer em asilos ou mesmo em suas próprias residências.
Pronto falei!

RELMendes – 29/07/2019

domingo, 7 de julho de 2019

Colares ornados de verdes mares


(Mimo á cunhada Cida Colares Mendes)



-“Colares” há, aos montes:
Uns extravagantes, pois brilhantes á beça
Outros opacos ou assaz transparentes
Até os de neon absolutamente reluzentes!

-Mas “Colares” verdes...verdes pra valer,
Que nem os mares de minha terra distante
(Fortaleza Ceará Brasil)
Só os ornados com os verdes olhos da Cida...
Que além de limpidamente verdes, a olhos vistos,
Assaz sedutores e sobremaneira envolventes...
Que bem o diga meu irmão Carlinho.
(Carlos Mendes na verdade!)
Pois logo ao espiá-los frente a frente outrora
Apaixonou-se profundamente por sua Cida
E sem hesitar mergulhou em seus verdes
Olhos encantadores bem como em seu coração
(amoroso e valente)
Sem a menor pretensão de lá emergir nem hoje
Nem amanhã nem tampouco, jamais!

RELMendes – 22/01/2013



segunda-feira, 24 de junho de 2019

Quem caminha chega ao infinito



-Caminho sempre rumo ao infinito.
Qual nau a singrar em mar revolto.
D’outra forma pouco me apraz deveras
Viver senão a caminhar sem parar.
Caminheiro o sou desde que por gente
 Entendo-me.Caminhar (des)aquieta-me.
Faz-me ir em busca do aonde haja amor
Pra gente se esbaldar de felicidade.

-Caminho sempre rumo ao infinito
Pois a mim me parece ser isto
O único sentido do meu caminhar
(Por essas plagas tão distantes)
Vez que estou sempre mente alhures
Quiçá lá aonde eu possa ser eu mesmo
E meu coração sempre tão atribulado
Qual nau a singrar em mar revolto
Possa por fim atracar e amainar-se
Em seu quiçá tão pertinente ansioso buscar
Daquele  aonde se esbaldará de amor (á beça)
Sem jamais se apoquentar novamente...
Com a insuportável  solidão impertinente
A perturbá-lo constantemente sem cessar.

RELMendes – 23/06/2019

quarta-feira, 19 de junho de 2019

O que direi eu do tempo?


-Há quem já afirmou e ainda  afirma
 (com uma convicção absurda)
Que o tempo tudo apaga.
(Como se fora o tempo uma flanela rota...
De limpar a opacidez  d’alma, magoada.)
Ledo engano! Eu pessoalmente discordo.
Pra mim ele, o tempo, nada apaga
Na lousa da memória. Olha só este dado.
Se não me engano  a grande “Lispecto”
Já dissera com muita propriedade:
- O tempo não apaga nada...
Nós é que fingimos ter esquecido.
Isto é o que penso!  Pois, vez por outra,
O vendaval inesperado das lembranças
Conduz-me ao meu pretérito...ou ao outrora,
E por lá me defronto com tudo por mim  já vivido.

-O quê faço eu então? Simplesmente, sem hesitar,
Me arranco das bocas, depressinha, á beça,
Mas trago comigo tudo, tudinho mesmo, que
Por ventura, me tenha acariciado a alma por lá.

-Entretanto, deixo por lá, no outrora, tudo que...
Por desventura, abalroou-me,sem pena, nem dó,
(tampouco)
Como minhas tantas traquinices que ousei pensar
Em fazê-las,e as fiz, aos montes, lá no percurso do
Meu outrora assaz irrequieto.

RELMendes – 13/06/2019