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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quem sabe Camila?... Ah! Quem sabe?

-Quem sabe Camila
Se lá na eternidade um dia
Talvez não voltaremos a lançar
Pétalas de felicidade ao vento
Pela alegria do nosso reencontro?
-Ah! Quem sabe?!

-Quem sabe Camila
Se lá na eternidade um dia
Quando a minha cabeça
Repousar tranquila  
No teu etéreo regaço aconchegante,
A tua mão macia e terna
Não possa afagar novamente
Meus longos cabelos negros
Que ainda hoje carecem ávidos
Dos afagos de teus carinhosos dedos?
-Ah! Quem sabe?!

E por fim...
Quem sabe Camila
Se quando eu adormecer
Para sempre...um dia,
Não terei... mais uma vez ainda,
A felicidade de te ouvir dizer:
 “Nunca deixarei de amar você”!...
-Ah! Quem sabe enfim?!

Montes Claros (MG),  01-01- 2012

RELMendes

sábado, 15 de agosto de 2015

Xô! solidão encheria

Se não quiseres
Agasalha-la em ti
Arlequina-te de ternura
E segue por onde
O amor fraterno te leva
Que da pra chegar
Onde está o outro
(teu próximo)
Que via de regra é fonte
De muita alegria
E bastante felicidade
Viu como dá pra chegar?
Então: xô! solidão encheria

Montes Claros- MG. 24-07-2015

RELMendes 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Lucidez Poética



-Se é verdade que ao envelhecer
Meu rosto perdeu o viço da juventude
- Porque os rastros da ancianidade o marcaram -
Também é verdade que não esmaeceu em mim
A intensidade de meus tantos sonhos juvenis
Que ainda hoje persistem os mesmos
Já degustados por esse porongo que um dia eu fui:
-Sonhos tressuados de devaneios, tantos
-Sonhos tresvariados de doces
Fantasias transitórias...a fluírem ao léu!

-Nesses setenta (70) anos já percorridos,
As rugas impiedosas plissaram-me a epiderme,
E os meus negros cabelos argentaram-se à beça
Pra iluminar-me a fronte, envelhecida, a olhos vistos.
Mas a face de garoto travesso, que em mim resplendia...
E a alma sensível de doce e generoso poeta desconhecido,
Essas, ainda hoje, em mim, fremente esplendem!...

-Ah!Se ainda ontem vivi intensamente...
Uma diversidade de emoções inesquecíveis,
Não há então por que sorver-me em prantos,
Nem tampouco por que quedar-me agora,
Em intermináveis lamentos...
Já que hoje descanso ledo por horas a fio
Num espaçoso divã orvalhado de liberdade,
Tentando poetizar profundamente...
Essa gama de saborosas emoções indescritíveis...
Que jamais as esqueci em momento algum da vida!

Montes Claros, 13-03-2011
Romildo Ernesto de Leitão Mendes
(RELMendes)

sábado, 25 de julho de 2015

Inspiração dorminhoca


De horas em horas

Estou debruçado

Na janelinha

De minha florida vivenda

A espera de que por acaso

Passe por aqui

Um colibri qualquer

Disposto a inspirar-me

Alguns versinhos

Que possam ungir de ternura

Qualquer coração ferido.

Ara!... Desperta logo inspiração

Dorminhoca tão desejada!

 

Montes Claros- MG 24-07-2015

RELMendes

domingo, 19 de julho de 2015

Poeminho das descobertas

-Nem toda noite
 É enluarada
-Nem todo amanhecer
 É bordado de auroras
-Nem  toda paixão
 É passageira
-Nem tudo o que sou
  É pertença só minha
-Nem toda caminhada
 Me conduz à felicidade.
 Ara! Mas tenham por certo
 Que vou continuar caminhando
Ah, se vou?! 

Montes Claros-MG, 29-06-2015
RELMendes


Cá entre nós

( apenas uma fofoca poética)
Olha só!...
Gente, tudo parecia transcorrer
na maior normalidade:

-A madrugada
Ainda escorria...
Lenta e sorrateira,
Pelas ruas e vielas
Da cidadesinha adormecida

-A aurora, também, ainda, adormecida
Ressonava, profundamente...
Sem problema algum.
Vez que nem imaginava
o que poderia acontecer...

-As estrelinhas, também, ainda
Pirilipiavam na saia godê
da noite vaidosa... 
despreocupadamente,
(ui!... Que nem pirilampos...
 enamorados, ao clarão do luar?!)
quando, de repente, ( tchan... tchan...tchan...)
a tilintar seus
barulhentos sininhos e chocalhinhos
indianos, inesperadamente,
a espalhafatosa verve surgiu...
despertou-me,
sem se desculpar
Abduziu-me, logo em seguida...
E lá fui eu, pendurado
num balãozinho multi colorido,
pros lados dos céus,
dos sonhos encantados,
das fantasias pueris maravilhosas,
e dos meus versinhos quase safados...
então, porquanto tamanho encantamento,
descuidei -me, e despenquei-me
céu abaixo, caindo sobre o casco
de uma velha tartaruga que
caminhava lentamente mastigando
sementes de girassóis dourados.

Ufa!... mas dessa vez,
Eu pinoquei demais da conta, sô! 

Montes Claros- MG 18-06-2015
RELMendes