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sábado, 20 de agosto de 2016

Há algo em comum... Entre o pequi e o sertanejo!



-Há tempos venho refletindo sobre essa assertiva aí:
- O que será que eles têm em comum?

-Ah! Eureca: - os espinhos... Ara!
-Sim, é verdade:
- O pequi os esconde sob sua poupa dourada e saborosa!
- O sertanejo os esconde sob seus sorrisos fartos
E sua aparente ingenuidade!
- Mas, tanto o pequi quanto o sertanejo escondem seus espinhos
Com imensa maestria! 
Vejamos, agora, no recado ao leitor, que dá sequencia a esta minha explanação, o passo a passo do raciocínio, do qual me utilizei para chegar a essa conclusão tão espinhosa:

Recado ao leitor:

-ATENÇÃO:
- Se quiseres saborear o delicioso pequi, sem correr o risco de teres a língua perfurada por seus terríveis e dolorosos espinhos, roa-o  superficialmente.  Não o mordas jamais!
Senão vais ver o que é bom pra tosse...
- Não d`outra forma, se te dispuseres a conviver com o ressabiado sertanejo, trate-o com delicadeza... E muita gentileza!
Senão verás o eclodir de sua terrível ira!
E tenho o dito! 
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Montes Claros (MG), 16-01-2015
RELMendes



Na varanda da saudade de Sampa

 (Um tour pela paulicéia desvairada d’outrora!)

-Se...em Piratininga,
Muitas alegrias vividas
Airaram-me os dias,
Também...em Piratininga,
Muitos segredos escondidos
Enfeitaram-me a vida:

-Pernas...saudáveis,
Acídia a ser vencida,
-Olha só: - eu na rua!...
-Olha só: - eu na avenida!...

-O cheiro...delicioso,
De um simples pedaço de pizza...
A exalar em qualquer esquina,
Aguçava-me a gastrimargia!
-Então: - Olha só, eu na rua!...
-Olha só, eu na avenida!

-Trabalho...assalariado,
Com carteira assinada?
Uma kitnet...pra morar,
Mas que felicidade...
Era tudo que sonhava, enfim...
-Olha só: - eu, então, curtindo a cidade!
-Olha só: - eu, em Sampa, a me esbaldar!

-Lá pelas bandas da Rua São Bento...
(de soslaio a observar)
Eu contemplava...admirado,
O ir e vir dos bondes,
Lentamente...a deslizar
Pela bela Avenida São João...
Mas que coisa fascinante!...

-Nessa amada cidade, São Paulo,
De encantamentos, tantos,
Só esses fatos bastavam-me...
Pra eu confundir...
(sem pestanejar!)
Prazer, com felicidade!...

-Não sei se...por hábito ou vício,
Mas sempre transitei...feliz,
Pelo decantado cruzamento
Da Ipiranga com a Av. São João,
De onde...inevitavelmente,
Eu submergia...inebriado,
Num turbilhão de sensações,
Que...pouco a pouco, despejavam-me
Na famosa Consolação,
Logo após eu atravessar
A belíssima Av. São Luis...
Que à noite se enfeitava toda...
De bares e mais bares...
Espalhados por suas largas calçadas...
Ah, quanto essas avenidas...
Fascinavam-me!
- Então, olha só: - eu na Consolação!...
- Olha só: - eu na São Luís!

-Por esse famoso cruzamento...da Ipiranga
Com a belíssima Av São João, facilmente...
Chegava-se, também, à bela Pr. da República,
Que...aos domingos, mais se parecia a uma ágora,
Porque era dia da célebre feira hippie do paulistano...
E para lá convergiam e ainda convergem:
- Gente de todas etnias e tribos diversas,
- Solitários viandantes curiosos...
- Poetas, Artistas plásticos, toda sorte de Artesãos,
Comerciantes e turistas, enfim...

-Ah! Atravessei...inúmeras vezes:
 Os viadutos de Sta. Efigênia e do Chá;
-Embrenhei-me...incontáveis vezes:
-  No “Bexiga das Cantinas”,
 E na Bela Vista do Teatro e dos teatros;
-Perambulei...por ruas diversas:
 - Na Cardoso de Almeida,
 - Na Caiubi, aonde com Camila, Lúcia e Zélia, convivi;
 - Na Monte Alegre da PUC e do TUCA,
Aonde a  Mariá, conheci;
- Na Major Sertório do “João Sebastião Bar”,
Do “Ela, Cravo e Canela”, e do “La Leicorne”,
Aonde residi e muito me diverti...

- Ah! Vejam só: - quantos segredos escondi!...
- Ah! Sintam só: - quantas alegrias vivi!

- Então, agora, chega de revelar coisas....
Outrora contempladas tão profundamente,
Chega de desvendar delícias vivenciadas,
Tão intensa e gulosamente...
Porque, abusadamente, reservo-me  
O direito de não decifrar os segredos da Sé,
Nem tampouco os do Pátio do Colégio.
- Hoje, eu não quero relembrar mais nada!
- Hoje, não descreverei mais nenhuma lembrança,
“Só depois de amanhã”!...


Montes Claros(MG), 10-04-2011
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

O sabiá da minha amoreira

-Cantar!... Assoviar!... Trinar!...
Qualquer sabiá brejeiro
É bem capaz de fazer!...

-Mas...
Enternecer-me...
Profundamente, mesmo,
Só o sabiá amarelinho
Que todos os dias visita
(Porque é livre, leve e solto!)
A linda amoreira carregadinha
Do fundo do meu quintal...

Montes Claros- 03-10-2013
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

PAI...você merece parabéns todos os dias! - Assunto de Pai prá filhos e filhas...

Foto: - Marcelo Veloso Mendes Veloso


-Pai é um ser que ama, SABIA?!
Desculpem-me os filhos e filhas desinformados,
Mas o Pai de vocês, também, os ama,
Incondicionalmente,
Tanto quanto suas queridas mães os amam...
A exceção só confirma a regra geral, pois não?!
-Ora! Quem discordar de mim...
É porque certamente nunca foi Pai!
                                                                        
-Pai sempre é uma pessoa boa laboriosa zelosa...
Que deveria ser muito querida, SABIA?!
Porque Pai não sabe amar pelas metades...
Pai, por conhecer as manhas do mundo,
Às vezes se faz carrancudo e impertinente,
Mas é só pra evitar dissabores futuros
A seus amados pimpolhos...ora!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai não costuma, mesmo,
Debulhar lágrimas copiosas
Na frente de filhos, filhas...
Nem tampouco de quem quer que seja,
Só pra mostrar aos outros
 – quer estranho ou conhecido –
O quão ele os ama verdadeiramente!
Mas se duvidam de sua plangência,
Perguntem ao travesseiro dele!
Pois tão-somente eles...
O travesseiro companheiro e o Pai de vocês,
É que sabem quantas e quantas lágrimas rolaram
Todos os dias de sua vida de Pai...
Às vezes tão-somente porque ousaram dizer-lhe
Que seus filhotes não eram tão belos quanto ele dissera,
Ou por está tão embolado em mil compromissos feitos
Só prá satisfazer os caprichos pueris de vocês, SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Pai, minha gente, ama...e ama
Tão completamente, seus rebentos,
Mas...tão completamente...mesmo,
Que ,simplesmente, não hesitaria jamais
Em dar sua própria vida...sem pestanejar sequer,
Para que suas amadas crias cresçam robustas,
E sejam sempre, felizes alegres e saudáveis...SABIA?!
-Ora! A exceção só confirma a regra geral, pois não?!

-Quem bem lê a alma silente de um Pai amoroso...
Certamente não lhe expropriará jamais
A imensa riqueza que há em seus belos sentimentos
Que...constantemente, exalam-lhe dos poros d’alma
E transpiram-lhe...bem discretamente,
De seu paternal coração manhoso, repleto de amor
E transbordante de sabedoria...SABIA?!
-Ah, isto ninguém pode negar...de maneira alguma,
Ainda que por aí e por ali haja quem...covardemente,
Tente desconstruir ou denegrir essa tão generosa
E insubstituível figura... A paterna!

-Então, ó caríssimos e queridíssimos...
Filhos e filhas da Mãe e do Pai também,
Se por acaso...quiçá, quem sabe por algum motivo,
Vez por outra seus caminhos...de filhos ou filhas,
E os dele, de Pai, se desencontrarem...no percurso
De suas caminhadas do dia a dia da vida,
Ora! Não se façam de arrogantes e ingratos...
Vez que agora já sabem... O quão são amados por seus pais, 
Pois só esta arenga de percurso não é justificativa...
Suficiente e aceitável,
Para que não incluam...só  por insensatez, o Pai de vocês
No lindo jardim de vossas saudades...
E tenho o dito!

Montes Claros (MG) 16/08/2016
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Divina Expectativa

Não sei de onde virá,
Mas um novo amor
É o que espero...
Pobre ou rico pouco importa
Mas, que se achegue sorrateiro...
Venha partilhar...e fique! 

Basta...trazer consigo:
Um olhar suplicante,
Uma simples atitude de oferta,
Uma disposição de caminhar juntos...
Ah! E sem hesitar,
Lançar-se ao meu encontro!    

Então...
Logo saberá que sou sua pertença,    
E que ele (o novo amor)...é a minha, 
Porque o acolherei em meu regaço...
E desprevenido... Adormecerei no dele!...

Não precisa dizer, absolutamente, nada,
Nem tampouco se explicar tanto.
Também não lhe direi nada!
Apenas olharei em seus olhos
Para precipitar o acontecer
Desse esperado momento.

E por fim...
Degustaremos juntinhos
A sensação lúdica de estarmos vivos           
Para recomeçar a amar
Mais uma vez ainda,
Ou simplesmente...
Novamente......ora!

Montes Claros (MG), 21-09-2007
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

As noites...


Em uma cidadezinha qualquer...
As noites são sempre o mais do mesmo:
-Vez por outra o pio de um mocho
 Solitário ecoa quebrando o silêncio
 Melancólico da noite...
-Vez por outra, também, o farfalhar das asas
 Dos morceguinhos...horripilantes,  
 Sempre desperta os habitantes dorminhocos,
-Vez em sempre ainda...o ladrar...barulento,
 Dos cachorrinhos vadios ecoa alto...
 E se faz ouvir por toda parte...
 É a presença deles pelas ruas vazias.

Entretanto, sempre...mas sempre mesmo,
Uma lampadazinha fraquinha aqui,
E outra lá acolá bem longe,
Sempre disputam entre si
E com o clarão do luar 
E o brilho das estrelinhas...
Quem quebrará o breu da noite escura.

-Ah! Mas depois das 22h... O bicho pega!
Acendem-se as célebres luzes vermelhas
Nos frontais das ditas casas de “mãe joana”
Ou, tão-somente, dos conhecidos puteiros...
E aí, então, todas as portas desses prostíbulos
Estarão sempre escancaradas...até o raiar do dia,
A espera de possíveis clientes assíduos
Que...por um motivo ou outro,
Indubitavelmente...virão!

-Sempre haverá também à noite
Um boteco aberto...de um Seu Zé qualquer,
Lá pelas bandas da bela pracinha da Matriz,
Mantendo -se a todo vapor
Quer para atender aos bebuns costumeiros...
Um gole aqui... Outro logo em seguida,
E assim vai a noite inteirinha...
Quer para disponibilizar a mesa de sinuca
Aos viciados em bilhar...
Uma tacada aqui... Outra logo em seguida,
E assim, bestamente, a noite vai se gastando, enfim...

-Ora! Tantas outras coisas acontecem
Ainda à noite...em uma cidadezinha qualquer,
Que por aqui nestes versinhos singelos...
Nem ouso mencionar!

Montes Claros- MG, 03-07-2015

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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Flores do Araguaia

 (desabrocharam no asfalto do meu vadio peito!)

-Desvestido de inspiração alguma
Tentei aplacar a ira
Da silenciosa musa.
Abri a janela de minha varanda,
E pus-me a contemplar...
A belezura de um ipê lilás,
(Que daqui...bem se pode
vislumbrá-lo... Extasiado!)
Só para instigar a musa
De alguma maneira.

-Então, logo prorrompi...
Em ternas lembranças
Que...ao fluírem borbulhantes
Como um rio caudaloso,
Fizeram-me  resvalar...
Por recordações sem fim:
-A decida íngreme da rua Caiubi,
-A porta fechada...que durante anos abri,
-O apartamento aconchegante,
Onde por anos vivi...
Revestido de flores silvestres,
E orvalhado pelo frescor
Do Araguaia distante...

-Flores...mulheres boníssimas,
Presentes em meu caminho,
Que sempre...ao amanhecer,
Douravam-se de ternura...e gentileza
Para acalentar-me os irrequietos dias...

-Flores...mulheres generosíssimas,
Presentes em meu caminho,
Que...sempre ao anoitecer,
Sob o clarão do luar,
Permitiam-se...a si mesmas,
Pratearem-se de alegria...
Só prá alumiar-me os rastros...
De meus desvairados sonhos,

-Flores...mulheres amorosíssimas,
Presentes em meu caminho,
Que...ainda hoje e quiçá sempre,
Irão perfumar-me os dias...
De saudades muitas...

-Ah! Minhas amadas mulheres flores silvestres
Do Araguaia distante...  Quanta beleza!...
Quanta saudade escondida!...   
   
Montes Claros, 04-07-2010

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