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sábado, 13 de maio de 2017

Mãe amada, não chores, vou dar-lhes o recado, viu?



Reparem bem no que lhes direi agora mesmo
Óh filhos e filhas amados da Mãe amada
Não se esqueçam de sua Mãe... Jamais!
Nem hoje... Nem amanhã... Nem nunca!
Quer seja, ou fora ela, uma santa ou meretriz dissimulada
Então, por conta disto ou daquilo, não me venham
Com descabidas desculpas...esfarrapadas, viu?!
Pois Ela, a minha, a tua, a nossa Mãe, enfim
Foi quem generosamente nos concedeu:
- A “vida”...que,nesse agora, vivemos intensamente!
- O “primeiro acalanto” que recebemos, ah, foi no seu útero
Aconchegante!
- O “primeiro alimento”, ah, sugamo-lo, famintos,
De suas benditas tetas a esguichá-lo por amor
Abundantemente!
E um tantão de outras proezas maternas
De uma ternura verdadeiramente tão simples
Que, nesse agora, eu não as pretendo elencar
Pois não estou afim de que alguém desfaleça
De encantamentos... Ora!

RELMendes 10/07/2017


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Aconchegos de Inverno



Quero percorrer Invernos
Pra aquiecer-me contigo
Bem entrelaçadinhos, um ao outro,
À beira de uma lareira em brasa
Degustando taças de vinho
A trocar prolongados beijos
Apaixonados e ensandecidos
Sem pundonores nenhum


RELMendes 25/04/2017

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Sonhos de Outono


Quero percorrer Outonos
Pra perfumar-me de aromas
De toda sorte de flores
Pra caminhar com meu Amor
Pisando...delicadamente,
Sobre suas pétalas debulhadas
Pelo nosso formoso caminho
Sem pundonores nenhum


RELMendes 24/02/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Andanças de Primavera



Quero percorrer Primaveras
Pra florecer-me pelas estradas
E espalhar pétalas de ternura
Pelos caminhos da Vida afora
Sem pundonores nenhum


RELMendes 24/04/2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

Desejos de Verão



Quero percorrer Verões
Pra alumiar-me de Luares
Vez  que a Lua, no Verão,
Costuma debruçar-se às janelas
Pra clarear-nos generosamente
Com seu clarão argênteo a lampejar
Sem pundonores nenhum


RELMendes 25/04/2014

sábado, 22 de abril de 2017

O TERCEIRO REBENTO DE SEU PAI

A meu filho Zeca Veloso Mendes


-Ainda não se esvaiu/ em minh’alma paternal/extasiada/
A imagem/nítida/daquela tarde feliz / da tua chegada/
Em que meu peito escancarou-se ao Amor/pleno/
E derramou-se em sonhos/ muitos/ e devaneios/ mil/
Para acolher-te por inteiro/sem reserva alguma/
Ó meu terceiro amado rebento/Zeca/
Muito bem-vindo!

-Não chegaste/ de repente/tenho por certo/isto/
Nem tampouco/ inesperadamente/afirmo!
Pois de há muito/ já vinha eu tecendo-te/
- Cuidadosa / carinhosa e secretamente –
Em meu/ desvairado/porém lúdico/universo
Imaginário paterno/ a ti esperar/ansiosamente!
Portanto/ já existias em mim/pulsando vida/
E vida em chegada/ brevemente/
Ò meu terceiro amado rebento/Zeca/
Muito bem-vindo!

-Foste tu/ Ò meu terceiro amado rebento/ Zeca/
O protagonista artesão/do acontecer/ da mais linda tarde
Que /no escorrer de minha vida/vislumbrei e saboreei
Vez que trouxeste/juntamente/ contigo /também/
A doce sensação de completude/indescritível/
E a certeza de um futuro venturoso/ a nos sorrir!
E agora José?

RELMendes 22/03/2013



quarta-feira, 19 de abril de 2017

Um súbito Amor de Outono

(È possível!)



Cá estou eu novamente
A escarafunfunchar
Por todos os lugares
D’onde eu possa ter escondido
As sementinha das flores
Que tanto aprecio por demais:
- Amores-perfeito... - Miosotes
- Margarinhas campestres...
Porque é Outono
E  a gente precisa urgentemente enfeitar
Todas as varandas da Vida:
- As das nossas Casas aconchegantes
E as de nossas Almas deveras carentes...
Pois pode ser que, de repente,
O Amor venha nos visitar... Novamente,  
Nesse Outono, quem sabe?

RELMendes 07/10/2013