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domingo, 6 de novembro de 2016

Um ancião peregrino montou sua tenda em Vinhedo... Até voltar à casa do “Pai”!


(Dom Joaquim de Arruda Zamith OSB) -
)
   (1924 - 2014)


-Cantar em versos, quer em poema ou crônica,
lembranças vivas de uma boa e santa amizade
Como a de D. Joaquim, tesouro divino com o  qual
o “Senhor”...surpreendentemente, um dia, me agraciou
por mais de meio século de minha existência...
para me alumiar o percurso da travessia dessa vida
rumo à casa do “Pai”...é desnudar pelo mundo afora
a imensa gratidão sentida pela vida desse bom
e santo amigo, que não pretendo esquecer jamais,
nem bem devagarinho...

-Ah! Verdadeiramente... a voz dessa mesma gratidão
impele-me a dizer, no momento, que além da luz
que esplendia abundantemente da “Sabedoria”
de seus generosos conselhos, quando pedidos,
outros tantos dons e carisma enfeitavam, também,
a alma gentil desse santo homem de Deus:

- Nesse bom e santo amigo...não havia dolo algum,
nem nada de humanos desvarios, tampouco,
vez que estes desconhecem o reto caminho;
- ele era o bom e santo amigo de muitos amigos;
- ele sempre transbordava de santa alegria...
quer estando triste ou contente;
- ele era singularmente pródigo...
na caridosa arte do acolhimento;
- ele...no silêncio de sua cela,
sempre partilhava com Deus a dor do amigo sofrido,
que, por algum motivo, perdera os melódicos
acordes da vida...

-Habilidossísimo...  o bom D. Joaquim
sempre dava cadência serena
aos aborrecimentos do cotidiano
porquanto...cuidadosamente, os dissipava sempre
com sua santa paciência que desde jovem a burilava,
no dia a dia de sua vida monástica...

-Esse santo intelectual amigo...
em sua amada cela monástica,   
ao longo do tempo de sua fértil vida religiosa...
habilidosamente ia colhendo, em fartas porções,
através da escuta da obediência e da oração persistentes
os sabios ensinamentos da Santa Regra de Bento.
                         
-La no “Mosteiro de São Bento” de São Paulo, 
o justo Joaquim exercera, dentre tantas funções,
o oficio de abade...
(que é ser de todos...o maior servidor,
na comunidade pastoreada...)
e ao se tornar abade emérito, o sábio ancião peregrino
Prosseguiu generosamente a cultivar as amizades
que amealhara durante o longo e fecundo
trajeto de sua vida tão espiritualmente fértil...

-À sombra dessa abençoada amizade...
que carinhosamente chamo de  relva de ternura,
eu e tantos outros filhos espirituais, dele,
encontramos a referência segura
para permanecermos firmes...ainda hoje,
no tão decantado e reto caminho
do “Amor Divino” que...certamente,
nos conduzirá à casa do “Pai” !

-Até breve...meu santo e iluminado... Amigo!

(Mt 5,14-16)
Montes Claros (MG), 17-05-2015
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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Gentileza e solidariedade



Pra mim são irmãs gêmeas
Quiçá, siamesas até..
Pois uma depende da outra
Pra acontecer de verdade...

Gentileza é essência
Isto eu bem sei...
Não carece de berço
Nem de estudo tampouco...
Basta saber que outro é gente
E que merece...tanto quanto a gente:
- Um bom dia... Sorridente!
- Um com licença... Gracioso!
- Um desculpe-me... Consciente!
Porque como disse o poeta “Gentileza”:
Gentileza gera gentileza!

RELMendes 26/10/2016

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Mais uma vez a Primavera!...




Então...
Que se vá o inverno,
Que se dissipe a saudade,
Que nos surpreenda a alegria
Que se acheguem ternas as flores,
Que desabrochem alvos lírios,
Que pássaros musicalizem o espaço,
Que rosas perfumem os altares do peito,
Que acolhamos alegres
O outro que se achega ressabiado,
Que miosótis inspirem poetas,
Porque alguma coisa me diz
Que já voltou a primavera...


Montes Claros, 02-09-2012
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Em busca das surpresas de Deus!


-Ah, as surpresas de DEUS!
-É evidente que as buscarei...sempre!
Porquanto...elas, transbordam-me
De esperança e alegria...ora!
Contudo, indubitavelmente, eu só as buscarei...
Caridosamente...
Bem à maneira dos tantos Franciscos...
(Francisco de Assis, Chico Xavier,
Papa Francisco etc)
A quem nós, carinhosamente, tanto amamos...
Independente de seus diferentes credos
De Fé... Assim espero e anelo...ora!

-Então, se...de minh` alma benigna,
Sou o condutor de sua autonomia,
Tento...e tentarei sempre,
Ainda que sutilmente, tão-somente,
Retê-la...vez por outra, se necessário for...
Sem, contudo, acuá-la... Jamais!
Pois bem sei que ela não se vergará...
Nunca!.  
Porque, minh`alma...benigna,
Quando quer...  Quer, porque quer!
Quando deseja... Deseja, porque deseja!
E quando anela, anela sobremaneira:
-Amar indistintamente a tudo...
E a todas as criaturas...de DEUS,
Sempre e sobretudo!
Pois então, que os ame sempre e sobretudo...ora!


-Mas,evidentemente, que o seja...tão-somente,
Caridosamente... 
Bem à maneira dos Franciscos...
A quem tanto nós amamos...
Assim espero e anelo!...

- Se...nesse exato momento,
Minh`alma...benigna,
Quer!... Deseja!... E anela tanto:
-Envolver – se e envolver
Todas as criaturas no “Amor Divino”...
Que não se embaraça...jamais,
 (Em picuinhas mágoas ou rancores tolos,
Nem tampouco sufoca o desabrochar
Enternecedor da fraternidade universal...
Que desperta homens... generosos,
E embala sonhos de crianças esperançosas...)
Pois que se envolva e as envolva, mesmo...ora!

-Mas, evidentemente, que o seja...tão-somente,
Caridosamente...
Bem à maneira dos Franciscos...
A quem tanto nós amamos...
Assim espero e anelo!...

-Ora! Se minh`alma...benigna,
Quer!... Deseja!... E anela, sobremaneira:
- Respeitar a individualidade...das criaturas,
E suas diferenças muitas... 
(Que tanto enfeitam o buquê da vida
Nesse belo jardim...a “Terra”.)
Pois que as respeite...sem pestanejar, sequer!

-Mas, evidentemente, que o seja...tão-somente,
Caridosamente... 
Bem à maneira dos Franciscos...
A quem tanto nós amamos...
Assim espero e anelo!...

-Por fim... Se minha`alma...benigna, 
Quer!... Deseja!... E anela tanto:
-Ser nós vós eles e elas...juntos,
Unidos num só coração compartilhador
E não tão-somente ela...consigo mesma,
Pois acha pensa e afirma que só assim
Poderá  embrenhar-se  nas frestas transcendentais
Das muitas surpresas de Deus,
Que, indubitavelmente, ocorrerão...
Pois que seja um só coração com todos...ora!

Mas, evidentemente, que o seja...tão-somente,
Caridosamente...
Bem à maneira dos Franciscos...
A quem tanto nós amamos...
Assim espero e anelo!...


Montes Claros(MG), 25-08-2013

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domingo, 4 de setembro de 2016

O retrato escrito de uma alma linda

          Madre Teresa de Calcutá

-Essa mulher de aparência tão frágil
Portava sempre consigo:
- Um sorriso...largo e generoso,
Repleto de muito amor e compaixão
(Para acalentar todos os desvalidos da vida
Que carecessem de esperança e alento...)

-Ela portava sempre consigo:
- As mãos, totalmente...disponíveis,
 (Para que pudessem ajudar...sempre,
A socorrer...de pronto,
A quem delas necessitasse...)

-Ela também portava sempre consigo:
- Muitos e muitos sonhos - inspirados
Pela Luz Divina do Amor Eterno -
Que sempre lhe permeavam o ser...
Tão humano e tão de Deus, enfim...

-Ela  ainda portava sempre consigo:
- Uma discreta alegria...permanente,
(Porquanto amava o “Amor”
Na pessoa do irmão sofredor...)

- Uma delicadeza...evidente,
(Pois bem conhecia as brutalidades
Da espécie humana...maculada
Pelo egoísmo adâmico )

- Uma serenidade...envolvente,
(Porque sabia que era...apenas, um lápis
A escrever as querenças do seu Criador Amado...)

- Uma presença...acolhedora,
(Que a todos...sem exceção alguma,
Atraia e encantava...ao aquiescê-los
Com  a ternura Deus...que dela transbordava
Em suas almas e corpos tão debilitados...)

-Por fim, de olhos vivos...bem abertos,
Pois ela os mantinha sempre atentos
A tudo o que ocorria...aos pobres abandonados
Pelas ruas e vielas das periferias de Calcutá...
- Ora, os mais marginalizados, enfim!...
Daí, então, a terem cognominado:
- A Santa das sarjetas do século XX...
Mas seus olhos eram sempre refulgentes
De imensa ternura e de inenarrável alegria...
Porquanto eram destituídos...totalmente,  
Da sombria mácula da tristeza...
E, aliás, também, porque eram...sobretudo,
Revestidos da imensa alegria do evangelho
Que ela, Madre Teresa de Calcutá,
Tão bem, mostrou...a nós e ao mundo inteiro,
Como verdadeiramente vivenciá-lO,
Pois dela sempre resplandecia uma imensa satisfação
Em se consumir...inteiramente,
Transbordando de amor...a seu próximo sofredor,
Em quem ela contemplava a Sagrada Face
De seu  Amadíssimo Senhor...


Montes Claros(MG), 04-09-2016
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Infâncias... Como as prezo!


-Se a mim me aprazem  
A ternura e as alegrias ingênuas...
Então, como não assumir
As minhas infâncias todinhas...
Ora, bolas...
Cabeçulinhas,
Lagartixas...
E joaninhas, hein?!

-Se elas latejam-me...n’alma,
- As infâncias vividas....
E as ainda por viver,
Então, como não vivenciá-las...sempre,
Ora...balinhas coloridas,
Buraquinhos de fechaduras,
PeladInhas de futebol
Nas várzeas das quebradas do mundo...
E tantos beijinhos surrupiados, hein?!

-Agora, mesmo: - Inflo balões de aniversário...
- Abro gaiolas de  canarinhos do reino,
- Converso com micos-leões dourados,
- Oferto flores de laranjeiras
Às abelhinhas laboriosas,
- Discuto com borboletinhas azuis
E de tantos outros matizes...
- às margens de um lindo riachinho
d’àguas cristalinas -
E tudo isso...só em pensamentos,
Como se deveras ainda criança fosse.
E quem sabe se não o sou ainda?
Quem sabe?

Montes Claros (MG), 25/08/2014

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

No caritó... Jamais!

-Ôxe!... Se nem euzinho...
E nem tampouco
Os meus versinhos...singelos,
Estamos emboloradinhos
Ou enferrujadinhos...
Não há por que...de maneira alguma,
Lançarem-nos então lá no caritó
Do esquecimento... Ora bolas!

-Pois saibam todos vocês...
Que...simplesmente, euzinho
E os meus singelos versinhos...
Ainda temos uma sacolinha
Cheinha de muita ternura
Pra semear nos corações
Daqueles que ainda creem
No amor e na vida
Verdinha verdinha...ara!

Montes Claros- MG 18-07-2015
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